O ultrassom transvaginal é um dos exames ginecológicos mais solicitados em consultórios, tanto para rastreamento quanto para investigação de sintomas como cólicas, sangramentos anormais, infertilidade ou alterações menstruais. Ainda assim, muitas mulheres chegam com dúvidas — ou até receio — sobre o procedimento.
Neste guia, explicarei tudo que você precisa saber sobre o exame: como é feito, para que serve, quando é indicado e qual o melhor momento do ciclo para realizá-lo.
O que é o ultrassom transvaginal?
O ultrassom transvaginal é um exame de imagem que utiliza ondas sonoras de alta frequência para visualizar os órgãos reprodutivos femininos — como útero, endométrio, ovários, trompas e colo do útero — com grande precisão.
Ao contrário do ultrassom abdominal, o transvaginal é feito com um transdutor fino e alongado que é introduzido delicadamente no canal vaginal. Isso permite uma visualização mais detalhada das estruturas pélvicas, sem necessidade de bexiga cheia.
Para que serve o ultrassom transvaginal?
O exame é indicado em diversas situações, como:
- Avaliação de miomas, cistos e pólipos uterinos
- Investigação de sangramentos uterinos anormais
- Monitoramento da espessura do endométrio
- Diagnóstico de síndrome dos ovários policísticos (SOP)
- Acompanhamento da ovulação em tentantes
- Pesquisa de causas de dor pélvica ou infertilidade
- Rastreamento e controle em casos de endometriose
É um exame de rotina essencial para monitorar a saúde ginecológica ao longo da vida.
Qual o melhor momento do ciclo menstrual para fazer?
Embora o ultrassom transvaginal possa ser realizado em qualquer fase do ciclo menstrual, existem períodos em que ele é mais indicado, de acordo com o objetivo do exame.
Após a menstruação (entre o 5º e 10º dia do ciclo)
Esse é o período mais recomendado para avaliações gerais do útero e do endométrio. Isso porque, logo após a menstruação, o endométrio ainda está fino, o que facilita a visualização de:
- Pólipos endometriais
- Miomas submucosos
- Alterações da cavidade uterina
Fase periovulatória (entre o 12º e 16º dia)
Ideal para mulheres em investigação de infertilidade ou em acompanhamento de ovulação, pois permite observar:
- Crescimento do folículo dominante
- Espessamento endometrial
- Presença de corpo lúteo após a ovulação
Fase lútea (após o 16º dia)
Em casos específicos, como suspeita de alterações no corpo lúteo ou avaliação do endométrio em fases mais tardias do ciclo, essa também pode ser uma janela útil.
Ah, e você também pode fazer menstruada!
Como é feito o exame?
A paciente deita-se em posição ginecológica, e o transdutor, protegido por uma capa (geralmente com gel lubrificante), é introduzido na vagina. O exame dura cerca de 10 a 15 minutos e não costuma causar dor, apenas um leve desconforto.
Não é necessário jejum, preparo intestinal ou bexiga cheia. Mulheres virgens ou que não podem realizar o exame transvaginal podem ser orientadas para realizar o ultrassom pélvico via abdominal.
Há contraindicações?
O exame é considerado seguro, inclusive para gestantes. As contraindicações são raras e estão relacionadas principalmente à anatomia ou condições específicas de cada paciente, como infecções ativas na região vaginal que possam causar desconforto.
Considerações finais
O ultrassom transvaginal é um aliado indispensável no cuidado com a saúde íntima feminina. Além de ser um exame seguro, rápido e com alta precisão diagnóstica, ele permite um acompanhamento detalhado de diversas condições ginecológicas — muitas vezes antes mesmo de surgirem sintomas.
Sempre converse com sua ginecologista para entender o melhor momento do ciclo para realizar o exame e quais informações clínicas devem ser observadas em seu caso.
Gostou do conteúdo?
Para acompanhar mais dicas sobre saúde íntima feminina com informações responsáveis e sem tabus, me siga no Instagram: @dra.camila.rodrigues. Espero você!

